HONDURAS

Sr. Sorriso. 


"Me disseram que a aduana de Honduras seria complicada. Me preparei, então, para fugir dos cambistas que fazem de tudo por uns dólares de gorjeta." 


Entre uma fotocópia e outra, um documento a preencher e outro, ele estava lá. Em uma das mãos, uma calculadora e, na outra, um punhado de dólares americanos. Não era insistente, apenas dizia: "Dólares? Quer trocar dólares?" 


Percebi que ele sorria o tempo todo. Perguntei-lhe, então, o motivo de tamanha alegria. 


"Porque tenho o dinheiro", respondeu prontamente, talvez para não lembrar das 15, talvez 16 horas diárias de trabalho para levar algum sustento para sua família. Foi assim que passei a sorrir mais.

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